Case de retrofit em rotuladeira de frascos, embalagem farmacêutica, feito em duas etapas
Primeiro os motores e o servo, ainda comandados pelo S5. Meses depois, o CLP S7-1200 e a IHM, numa janela de fim de ano, com os mesmos sensores, atuadores e caixa do painel.
Para quem responde por uma máquina de embalagem farmacêutica que ainda roda em CLP S5, não pode ficar parada por semanas e precisa de uma modernização que caiba nas janelas que a produção libera.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 20 deles tiraram plantas do Siemens S5.
Uma farmacêutica multinacional. A rotuladeira aplica e imprime o rótulo em frascos de uma linha de embalagem, com inspeção do rótulo impresso antes da saída.
A máquina tinha esteira, rosca de espaçamento, avanço do rótulo por motor de passo e dois sensores que corrigem a posição da etiqueta e disparam a impressão. Tudo comandado por um CLP Siemens S5-95U, com motores de corrente contínua na esteira e na rosca.
Os equipamentos estavam obsoletos, e a disponibilidade da máquina caía com eles. O S5 também não tinha velocidade para acompanhar o avanço do rótulo: o sensor de disparo era ligado direto ao drive, num controle paralelo ao CLP.
E a plataforma não comportava a rastreabilidade que o cliente pretendia implantar no futuro.
Numa rotuladeira farmacêutica, o risco que o cliente pôs em primeiro lugar foi liberar frasco sem rótulo ou com rótulo sem impressão. Cada mês com peças obsoletas e disparo fora do CLP mantinha esse risco aberto.
Na primeira etapa, a Orkan dimensionou e comissionou inversores e um servo no lugar dos motores CC e do motor de passo. O S5 não conversava com os drives novos, então a ligação foi feita por entradas e saídas digitais e analógicas, e os formatos de rótulo da linha viraram posições gravadas no servo.
Na segunda, um CLP S7-1200 e uma IHM touch substituíram o S5, com os mesmos acionamentos, sensores, atuadores e caixa do painel, numa janela de máquina que atravessou o fim de ano.
A segunda etapa partiu em janeiro de 2021. O avanço do rótulo ficou todo no CLP, cada rótulo passou a ser acompanhado até o seu frasco, e o formato virou parâmetro de receita. O cliente recebeu o projeto elétrico as-built, os programas do CLP e da IHM impressos, os parâmetros dos drives e os backups.
O relatório que encerrou a primeira etapa já apontava a segunda: trocar o S5 por um S7-1200 para que o avanço do rótulo ficasse todo sob controle do CLP. Seis meses depois, a máquina estava assim.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.