Case de retrofit de automação no pasteurizador de uma linha de latas, em cervejaria
Controlador, ilhas de válvulas em rede, IHM e componentes de força e comando saíram de uma geração sem reposição, com a lógica do pasteurizador mantida.
Para quem cuida de um pasteurizador ou de outra máquina de processo que ainda depende de um CLP antigo, de ilhas de válvulas em rede e de um painel com componentes de outra geração.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 20 deles tiraram plantas do Siemens S5.
Uma cervejaria regional. O pasteurizador de túnel da linha de latas passa as latas cheias por tanques de água em temperatura controlada, com bombas de esguicho e esteiras.
O pasteurizador era controlado por um CLP Siemens S5-115U, com cartões digitais e analógicos e controles PID de temperatura. Duas ilhas de válvulas pneumáticas se ligavam ao CLP em Profibus DP, e a operação era feita numa IHM gráfica original, em pedestal.
CLP, IHM e ilhas de válvulas eram antigos, com peças de reposição difíceis de encontrar. A própria manutenção relatava dificuldades com as ilhas em rede.
A manutenção também pediu a troca de parte do painel de força e comando: contatores, disjuntores, relés e fontes.
Com a idade da eletrônica, as falhas tendem a crescer. Trocar a automação às pressas, depois de uma falha, exigiria projeto elétrico, conversão de programas e testes com a máquina parada, e esse tempo é produção que a linha deixa de fazer.
A Orkan converteu o programa do S5 para o TIA Portal bloco a bloco, preservando a lógica e os controles de temperatura, e refez as telas da IHM num supervisório em PC industrial.
As ilhas em rede deram lugar a válvulas convencionais, comandadas por duas remotas ET200SP em painéis de aço inox. No painel principal, o controlador novo e os componentes de força e comando foram montados numa placa preparada fora da máquina.
O pasteurizador entrou em operação com o controle novo em junho de 2019, com o programa e o supervisório registrados após o startup. O projeto elétrico do painel e das duas remotas foi emitido conforme o startup.
A conversão foi feita bloco a bloco: cada bloco do programa antigo ganhou um correspondente no programa novo, inclusive os que não apareciam no esquema elétrico da máquina.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.