Orkan Automação Industrial Conversar com um engenheiro

Case de retrofit de encartuchadeira em linha de embalagem farmacêutica de sólidos orais

A bula continua no cartucho certo.Sem a chave de cames que saiu de linha.

O CLP e a chave de cames da encartuchadeira não tinham reposição. O sincronismo com o dobrador de bulas foi recriado em software, e os códigos de barras passaram a viajar com o produto.

Para quem responde por uma linha de embalagem farmacêutica cuja máquina depende de CLP ou came eletrônico sem reposição, e onde perder o sincronismo entre bula e cartucho compromete o lote.

Conversar com um engenheiro
AntesDepois
Controle
CLP descontinuado, sem reposição nacional e sem programa-fonte
CLP Siemens S7-300, programa por estações em poder do cliente
Sincronismo com o dobrador
Chave de cames eletrônica proprietária, descontinuada
Em software, lendo os sensores do próprio dobrador
Rastreabilidade
Leitores de código de barras isolados, sem ligação ao controle
Bula, blíster e cartucho lidos e carregados junto com o produto, passo a passo
Documentação
Esquemas só em papel, programa sem documentação
Esquemas as-built em EPLAN e descritivo do software comentado

A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.

Do came sem reposição ao sincronismo em software

Uma multinacional farmacêutica de sólidos orais. A encartuchadeira fecha a linha de embalagem: recebe o blíster da emblistadeira, junta a bula vinda do dobrador e forma o cartucho.

  1. O que havia

    É uma máquina de composição, não de conformação: blíster, bula e cartucho convergem em pontos sincronizados do ciclo. Em volta dela, dobrador de bulas, dois magazines de cartucho, dois aplicadores de cola, detector de metais e inspeção de peso.

  2. O problema

    O CLP estava descontinuado e sem programa-fonte, e os esquemas só existiam em papel. O sincronismo com o dobrador de bulas dependia de uma chave de cames eletrônica proprietária, também sem reposição.

  3. O custo de esperar

    A falha de qualquer item crítico podia parar a máquina de vez, sem peça para trocar. E uma bula puxada do magazine tem de entrar no cartucho correspondente: perder esse sincronismo compromete a integridade do lote.

  4. Como a Orkan fez

    O sincronismo passou para o CLP, lendo diretamente três sensores do dobrador. A máquina foi modelada por estações, cada uma com seu came em software, e os três códigos de barras passaram a ser lidos e carregados junto com o produto ao longo do passo.

    A mecânica, a pneumática e o próprio dobrador foram preservados. Antes do startup, a lógica foi testada em simulação na bancada da Orkan.

  5. O resultado

    A encartuchadeira passou a seguir o mesmo padrão de programa, endereçamento de memória e estrutura da emblistadeira que opera em série na mesma linha, também modernizada pela Orkan. A manutenção atende as duas máquinas com o mesmo treinamento.

    O sincronismo com o dobrador deixou de depender de tempo: o giro da esteira de bulas é confirmado pelo sensor do próprio equipamento, e a bula puxada segue para o cartucho da sua posição.

O que está no case completo

O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.

  • As cinco decisões de engenharia: cada uma com o trade-off que trouxe, do dobrador preservado à separação entre leitura e regra de rastreabilidade.
  • Antes e depois, componente por componente: controle, came, IHM, dobrador, leitores, magazines, aplicadores de cola, inspeções e documentação.
  • Como o dobrador entrou no ciclo: quais sinais do equipamento foram lidos e por que isso dispensou o hardware proprietário.
  • As lições que repetiríamos: e a que ajustaríamos: por que a diagnose precisa ser por estação, e não da máquina inteira.

Perguntas que costumam vir antes da decisão

Quem responde pela regra de rastreabilidade, o integrador ou a planta?
Cada um pelo que sabe. A Orkan implementou a leitura dos três códigos e os colocou junto com o produto; quais códigos são válidos e como se cruzam ficou com o cliente, dono do processo. Um log de leitura na IHM mostra de que lado está a causa de uma falha.
Uma máquina com tantos periféricos não fica difícil de manter?
É o motivo da estrutura por estações. Cada estação tem lógica e diagnóstico próprios, com alarmes nomeados na IHM, e uma estação ou inspeção nova entra sem reescrever o programa.

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