Case de retrofit de CLP em rama de acabamento de tecidos, indústria têxtil
A lógica do CLP antigo de uma rama têxtil foi lida da própria máquina e reescrita num Siemens novo, com a supervisão que a operação já usava atualizada para conversar com ele.
Para quem mantém uma máquina de acabamento que depende de um CLP antigo, difícil de acessar, cuja lógica ninguém consegue alterar com segurança, e que por isso foi perdendo funções ao longo dos anos.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues.
Uma indústria têxtil com linha de acabamento de tecidos. A rama seca o tecido em zonas aquecidas, com foulard, cilindros, alimentação, ventiladores, exaustores e queimadores comandados por um único CLP.
A rama era comandada por um CLP Altus de geração antiga e supervisionada por uma aplicação num computador ao lado da máquina.
O CLP cuidava das velocidades da rama, dos cilindros e da alimentação, do foulard, da temperatura das zonas e da umidade, dos ventiladores, dos exaustores e da lubrificação.
O acesso ao CLP antigo era difícil. Ao longo dos anos, depois de falhas, algumas funções foram desligadas ou passaram a ser tratadas fora dele, entre elas a lubrificação, a leitura de corrente dos motores, o controle da largura do tecido e a contagem da produção.
Enquanto a lógica estivesse presa a um controlador que ninguém alterava com segurança, nenhuma dessas funções podia voltar. E cada intervenção no CLP antigo seguia sendo um risco para uma máquina que não pode ficar parada.
A Orkan leu o programa gravado no CLP antigo meses antes da troca, estudou a lógica bloco a bloco e a reescreveu num CLP Siemens com periferia ET200SP. A aplicação de supervisão foi atualizada para uma versão que conversa com o CLP novo, mantendo as telas.
Em campo, os tipos de sinal analógico foram medidos um a um, e as temperaturas, a umidade e as velocidades foram calibradas.
Em quatro dias de campo, a rama passou a operar com o CLP novo, testada pela supervisão e pelos próprios botões e sensores da máquina. Depois da partida, a lógica dos ventiladores recebeu um ajuste, com a rama já em operação.
O relatório de partida não parou nos testes. Listou as funções que a rama tinha perdido ao longo dos anos e apontou dois pontos do painel que podiam desligar ou queimar o CLP novo.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.