Orkan Automação Industrial Conversar com um engenheiro

Case de retrofit em blistadeira farmacêutica, de uso esporádico para regime 24/7

Uma blistadeira de 2001, agora 24/7.Com trilha de auditoria CFR 21 Part 11.

O controle herdado de um retrofit anterior não sustentava o novo regime nem o CFR 21 Part 11. Lógica, IHM, acionamento e painel foram refeitos; a mecânica ficou.

Para quem precisa pôr uma máquina antiga em regime contínuo e descobriu que o controle, às vezes herdado de um retrofit anterior, não aguenta o ritmo nem passa numa auditoria de integridade de dados.

Conversar com um engenheiro
AntesDepois
Acionamento
Drive e motor de passo sem reposição no mercado nacional
Servo com reposição nacional, na mesma plataforma do CLP e da IHM
Conformidade
Sem trilha de auditoria, sem login por usuário, sem registro de receita
CFR 21 Part 11: trilha de auditoria, perfis de acesso e receita com registro eletrônico
Rejeição
Blíster não conforme podia seguir para a selagem e a aprovação
Contra-check que confirma a expulsão efetiva de cada rejeito
Diagnóstico
Inspeção física e tentativa e erro
Alarmes e diagnóstico na IHM, para a manutenção do cliente

A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.

Do retrofit que não resolveu ao regime 24/7

Uma multinacional farmacêutica com operação no Brasil. A blistadeira, fabricada em 2001, embala comprimidos em blísteres e ia passar de uso esporádico para operação contínua.

  1. O que havia

    A máquina já tinha passado por um retrofit em 2017, feito pelo próprio fabricante. Dele ficaram um CLP em bom estado, uma IHM sem diagnóstico, um drive de motor de passo sem reposição no país e esquemas que não batiam com a máquina real.

    Um novo plano de produção pedia a máquina em 24/7, sob CFR 21 Part 11.

  2. O problema

    A lógica de rejeição deixava blíster não conforme seguir para a selagem, e rejeito se misturava ao produto bom. Os dois sistemas de inspeção por visão trabalhavam cada um com sua referência de eixo. E o software não tinha trilha de auditoria, login por usuário nem registro eletrônico de receita.

  3. O custo de esperar

    Em 24/7, uma falha no drive significava esperar peça de fora do país com a máquina parada. E blíster rejeitado que chega ao lote aprovado não é problema de manutenção: é desvio de qualidade, e sem trilha de auditoria não há como reconstituir o que aconteceu.

  4. Como a Orkan fez

    A inspeção confirmou mecânica e pneumática íntegras, e elas ficaram. O CLP também ficou; a lógica foi reescrita por engenharia reversa, com diagnóstico por bloco e contra-check de rejeição. Entraram servo, IHM com trilha de auditoria nativa, painel novo e uma referência única de eixo para os dois sistemas de visão, na mesma rede.

    O pacote de qualificação, da URS à PQ, foi revisado e aprovado pela Garantia da Qualidade do cliente.

  5. O resultado

    A máquina entrou em 24/7 três meses depois do kick-off, com a qualificação de desempenho aprovada sem retestes. A manutenção passou a achar a causa da parada na tela, e a Qualidade, o registro de cada alteração de receita.

    A trilha de auditoria não virou um projeto regulatório à parte: veio nativa na IHM nova, dentro do mesmo retrofit e do mesmo prazo de três meses.

Após o retrofit, a máquina produziu corretamente e as falhas recorrentes do cenário anterior não se repetiram. As funcionalidades inseridas na IHM permitiram um início de lote mais rápido e eficiente.

O que está no case completo

O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.

  • As cinco decisões de engenharia: do que ficou (mecânica e CLP) ao que saiu, cada uma com o trade-off assumido.
  • Antes e depois, componente por componente: acionamento, encoder, CLP, IHM, painel, sensores de rejeição, visão, rede e documentação.
  • Como o CFR 21 Part 11 entrou no retrofit: perfis de acesso, trilha de auditoria e princípios ALCOA+ atendidos na própria IHM.
  • O pacote de qualificação entregue: da URS à PQ, revisado e aprovado pela Garantia da Qualidade do cliente.
  • As lições que repetiríamos: incluindo a que virou etapa padrão: entender o retrofit anterior antes de substituí-lo.

Perguntas que costumam vir antes da decisão

Preservar a mecânica de 2001 não é arriscar em regime 24/7?
A decisão veio da inspeção mecânica e do histórico de manutenção do cliente, que não registrava falhas na mecânica nem na pneumática. O risco residual foi tratado com um plano de inspeção preditiva ampliado nos primeiros 12 meses de operação contínua.
A IHM nova obriga o operador a mudar a rotina?
Em um ponto: o login passa a ser individual e por perfil, exigência do próprio CFR 21 Part 11. A interface foi desenhada para reduzir esse atrito, e a fase final do projeto teve operação assistida.

Outros cases de máquinas farmacêuticas