Case de adequação à NR-12 em célula robotizada de montagem de componentes automotivos
Antes da parada, cada risco do laudo ganhou status e responsável. Depois, os relés de segurança deram lugar a um CLP de segurança com trava, muting e emergências.
Para quem responde por uma célula robotizada com laudo de NR-12 em mãos e precisa transformar a lista de riscos em proteção instalada, sem travar o fluxo de peças e dentro de uma janela de parada.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues.
Uma fornecedora multinacional de componentes automotivos. Na célula, um robô industrial monta conjuntos pré-montados que chegam por uma área de pick, abastecida por racks que descem por gravidade.
A segurança da célula dependia de relés de segurança dedicados, de um sensor magnético na porta de acesso e de uma cortina de luz entre a pré-montagem e a área de pick. Havia dois circuitos de emergência, o da linha e o da célula.
Um laudo de apreciação de riscos pela NR-12 apontou 18 riscos na célula. O escopo contratado cobria três deles: a trava da porta, o muting da cortina e as emergências.
Ao detalhar a execução, a Orkan cruzou esse escopo com o laudo inteiro. O conjunto proposto no início, discutido antes do laudo completo, não cobria todos os riscos, e a cortina, na posição em que estava, não deixava espaço para os sensores de muting.
Os riscos da célula eram de esmagamento, com lesão que o laudo classifica como permanente. Instalar só o que estava no papel deixaria proteção nova ao lado de riscos sem dono. E a janela de parada era curta: o que não estivesse decidido antes dela ficaria para a próxima.
Antes da parada, a Orkan levou ao cliente, em reunião registrada em ata, a análise risco a risco: o que estava definido e seria executado, o que dependia de uma solução ainda a estudar e o que ficava com a manutenção da planta.
Na execução, planejada para a parada, os relés deram lugar a um CLP de segurança ligado aos canais de segurança do robô. A porta ganhou trava, a cortina foi para o centro da área de pick com muting por sensores indutivos e as duas emergências passaram ao controlador. A Orkan também absorveu a lógica de um portão novo pedido pelo cliente.
A configuração do controlador de segurança foi fechada na semana da parada programada, com todas as páginas de lógica verificadas. Meses depois, a mesma configuração, ampliada com novas cortinas e funções, estava verificada no equipamento em operação.
A análise que mudou o projeto foi feita antes da parada, não durante. Antes de a linha parar, cada um dos 18 riscos já tinha dono, e a janela ficou reservada ao que estava decidido.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.